27 de mar. de 2008

A ascensão da mulher

"Que pretendes, mulher? Independência, igualdade de condições... Empregos fora do lar? És superior àqueles que procuras imitar. Tens o dom divino de ser mãe. Em ti está presente a humanidade."
Neste poema, a poetisa goiana Cora Coralina, descreve a mulher na sociedade atual.
A luta do sexto feminino já vem de longas datas, e, segundo a socióloga Regina Paulista, a mulher trava batalhas diárias para ser reconhecida como igual em um mundo extremamente machista. Mas, para entender um pouco desse universo, vamos recorrer ao passado recente do nosso país. A mulher tem paridade jurídica com o homem, desde 1934, quando na constituição polaca (baseada na constituição da Polônia), estabeleceu o voto feminino para mulheres alfabetizadas e trabalhadoras, menos de
3 milhões de mulheres, o que representa 19% da força de trabalho no final dos anos 30.
De acordo com Regina, a mulher vem acumulando conquistas na legislação. O problema está no dia-a-dia. “A lei está lá, mas não está aqui. Não está na prática e nem no cotidiano dela. Esta “consciência” adquirida culturalmente de que o homem manda na mulher e que é objeto do pai, marido, filho e do irmão mais velho é uma herança quase que mundial de uma sociedade que é patriarcal. Entretanto, a mulher procura o seu espaço, mesmo sendo vítima de violência doméstica ou o despotismo dos machistas de plantão. Muitas conseguem a notoriedade, como a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, só que isso, está relacionado à personalidade e não com o fato de ser mulher", afirma Regina Paulista.

foto: Mauricio Grabowski

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