10 de set. de 2007

Espetáculo aborda relações humanas com enfoque na destruição

Cartaz de divulgação do espetáculo: cores indicam estética da peça

O espetáculo da Companhia Silenciosa, Parasitas, foi selecionado pelo edital de Difusão em Teatro e Circo da Fundação Cultural de Curitiba. A peça encerra sua temporada neste fim de semana com sessões de quinta-feira a domingo, às 20h. O ingresso deve ser trocado na bilheteria do teatro por uma lata de leite em pó.

O projeto de Parasitas – texto do alemão Marius Von Mayenburg - teve início nos primeiros meses de 2005. O diretor da Cia., Henrique Saidel, queria trabalhar com um texto que promovesse um diálogo com as condições de que fosse algo já escrito para teatro, fosse atual e de preferência que ainda não tivesse sido montado por aqui.

A diretora, que atua na montagem em cartaz, Giorgia Conceição, acredita ser uma tarefa árdua a de procurar novos textos. “Iniciamos uma pesquisa de textos, procuramos brasileiros, franceses, alemães, latino-americanos. É quase uma missão impossível encontrar um texto atual, pois ainda não estão publicados”, reclama ela.

De acordo com os integrantes da companhia a encenação do espetáculo segue a proposta estética do grupo, e mais especificamente, questões trazidas pela direção de Henrique Saidel. Segundo o grupo, em todos os seus trabalhos como diretor, Henrique utiliza uma linguagem que parte do kitsch - termo, de origem alemã, que é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados – algo que também avalia ter encontrado no texto de Mayenburg.

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