13 de set. de 2007

Plágio, português fraco e ousadia marcam textos de futuros jornalistas da UTP

Ao todo foram 315 matérias (se não houver nenhuma após esta),
entre bons e criativos textos e outros copiados.


Terminou às 23h59 desta quinta-feira uma maratona realizada pelos alunos do 6º período de jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Em duas semanas, a tarefa era postar uma matéria por dia neste blog, criado para o exercício do texto jornalístico e a aproximação com o meio virtual. Às 23h50 já tinham sido “blogados” mais de trezentos textos. A atividade foi realizada para a matéria de Jornalismo On-Line, ministrada pela professora Alessandra Ferreira.

Para ela, é uma oportunidade de unir a praticidade do blog com a necessidade de aprender sobre o meio virtual. “O blog é a melhor forma de aproximar os alunos da linguagem da internet, já que possui todas as multimídias necessárias para uma boa elaboração de uma matéria para internet”, afirma. A orientação era para que os alunos criassem seus próprios textos, evitando cópias. “O que vocês [alunos] publicarão é de responsabilidade pessoal e se não quiserem ser plagiadores, o que é um crime, não copie nada da internet sem dar o devido crédito”, disse Alessandra aos alunos, no início das atividades.

Mesmo com o aviso, não era raro encontrar matérias realizadas no estilo “ctrl+c, ctrl+v”, ou seja, o texto era copiado de outra matéria e postado no blog sem dar crédito ao autor. Além disso, pôde-se traçar um perfil dos alunos de jornalismo que se formarão no próximo ano. Entre os que ousaram realizar um texto próprio e fazer uma matéria original estão também os que esbarraram na estrutura do português escorregando em erros de concordância, grafia, pouco vocabulário, grandes frases que dificultam o entendimento etc.

Para a professora de português, Luiza Carlini, tudo isso é reflexo do hábito de ler. “Da mesma forma que se aprende a falar ouvindo, escrever se aprende lendo. Quando há dificuldades na escrita é evidente um baixo índice de leitura, o que é lamentável em se tratando de universitários”, critica. Ela diz ainda que ao professor cabe a tarefa de orientar. “Nós orientamos, é o que podemos fazer. Cabe ao aluno identificar o tipo de profissional que quer ser e seguir seu caminho, seja do plágio, da mediocridade ou de responsabilidade com sua profissão”, aponta.

Inúmeros assuntos foram abordados. Os mais postados foram a morte de Pedro de Lara e Pavarotti, o caso Renan Calheiros e o campeão, com 8 matérias, foi o atentado de 11 de setembro. Assuntos inusitados como ParCão, elefante viciado em heroína e doenças do beijo também estiveram presentes. No próximo bimestre a proposta será de criar um blog próprio e desenvolver um texto mais pessoal, voltado ao jornalismo opinativo. Para constatar o que foi afirmado nesta matéria, basta continuar navegando neste blog.

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