O transplante é uma expressão cirúrgica que incidi na troca de um órgão (coração, rim, pulmão e outros) de um paciente, ou seja, o receptor, por outro órgão normal de algum doador. Os transplantes são realizados, somente, quando outras tentativas já não dão mais resultados. Para alguns, portanto, é o único tratamento possível que possibilite continuar vivendo. Cerca de 1% de todas as pessoas que morrem são doadores em potencial. Entretanto, a doação implica em certas ocasiões especiais que permitam a precaução do corpo para o adequado aproveitamento dos órgãos para doação.
Também acontece doação entre vivos. É possível a doação entre parentes de órgãos como o Rim, por exemplo. No caso do Fígado, também é possível o transplante inter-vivos, neste caso apenas uma parte do Fígado do doador é transplantado para o receptor, este tipo de transplante é possível por causa da particular qualidade do Fígado de se regenerar, voltando ao tamanho normal em dois ou três meses. No caso da doação inter-vivos, é necessária uma autorização especial e diferente do caso de doador cadáver.
Não existe limite de idade para a doação de córneas. Para os demais órgãos, a idade e história médica são consideradas. Não podem ser considerados doadores pessoas portadoras de doenças infecciosas sem cura, como câncer ou doenças que pela sua evolução tenham comprometido o estado do órgão. Os portadores de neoplasias primárias do sistema nervoso central podem ser doadores de órgãos. Também não podem ser doadores: pessoas sem documentos de identidade e menores de 21 anos sem a expressa autorização dos responsáveis. Atualmente milhares de pessoas, inclusive crianças, contraem doenças cujo único tratamento é a implantação de um órgão novo. A espera por um doador, que as vezes não aparece, é angustiante. Os receptores são escolhidos com base em testes laboratoriais que confirmam a compatibilidade entre o doador e o receptor. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá, passa por critérios tais como tempo de espera e urgência do procedimento. Em princípio, a família do doador não escolhe o receptor. Existe os riscos próprios a uma cirurgia. Superada esta fase, os principais problemas após o transplante de órgão são infecção e rejeição. Para prevenir estas conseqüências a pessoa usa medicamentos que consume o sistema imunológico. Porém as estatísticas mundiais mostram que a maioria (mais de 80%) das pessoas que receberam um coração por transplante, por exemplo, retornam as suas atividades anteriores. Alguns praticam esportes, existindo até federações de transplantados.
Taís Pomin
12 de set. de 2007
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