O alcoolismo atinge cerca de 15% da população brasileira. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença é física, mental, social e espiritual. A medicina ainda não encontrou a cura, mas grupos de ajuda como o Alcoólicos Anônimos (A.A) existem para auxiliar estas pessoas.
Do grupo da Igreja Bom Jesus, na região Central de Curitiba, participam da reunião cerca de quinze alcoólatras em recuperação – na maioria homens acima de 40 anos. As reuniões que acontecem diariamente, a partir das 15h30, seguem a mesma ordem cronológica. Inicia com a “ORAÇÃO DA SERENIDADE, terminada esta etapa da reunião os participantes começam a sessão de depoimentos, que duram 10 minutos cada. As histórias são envolvidas por muita emoção e incluem desde de tragédias pessoais à destruição de uma família inteira. Quem for falar não precisa se identificar e nem pode ser interrompido durante seu testemunho.
Relatos que poderiam parecer absurdos, são tratados com a maior seriedade por parte dos integrantes do grupo. No final do depoimento ninguém é julgado, mas seu caso pode ser comentado pelos outros participantes.Em uma reunião do AA, que dura em média uma hora e meia, percebe-se que cada uma das pessoas que participaram do encontro sai com o sentimento de que está fazendo algo para se curar de uma doença que pode matar a si próprio e sua família. Dentro do AA também encontra-se uma ramificação da organização o Grupo Al-Anon, que vem a ser o auxílio a familiares dos doentes. Mas para que a porta da vida não feche antes que os dependentes procurem auxílio, está bem à vista na porta da sala de reuniões a seguinte frase: “Se você quer beber o problema é seu, mas se quiser parar de beber o problema é nosso”.
Taís Pomin
6 de set. de 2007
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