
Antes mesmo de tomar o café da manhã, Carolina de Souza, vendedora de 23 anos, acessa seu site preferido de horóscopo. A rotina começou quando, por curiosidade, resolveu ler o que seu signo trazia para aquele dia e percebeu que o que estava escrito era realmente o que acabou acontecendo. “Eu nunca tinha lido, até achava uma idiotice e as minhas amigas adoravam. No dia em que eu li primeira vez eu tinha brigado com meu namorado e levei um susto porque o horóscopo dizia que o amor seria abalado. Passei a ler todas as manhãs. É um vício”, afirma a vendedora. Assim como Carolina, muitas pessoas têm o hábito de ler o horóscopo de seu determinado signo diariamente. Mas como surgiu o horóscopo? A crença na astrologia é antiga. Há cerca de quatro mil anos os babilônios começaram a predizer o futuro com base nas posições do Sol, da Lua e dos cinco planetas mais visíveis. Alegavam que esses corpos celestes exerciam certa influência sobre o comportamento humano. Durante boa parte da antiguidade a astrologia foi uma espécie de “profissão liberal” para os que atendiam os ricos, ensinada nas universidades como parte do conhecimento da época. Com autonomia para prever acontecimentos, os astrólogos formados eram requisitados e isso fez com que a profissão se popularizasse. Hoje a astrologia faz parte do cotidiano de pessoas que, por muitas vezes, buscam no horóscopo uma fuga para a realidade que o cerca. “Se estou aflita, leio o horóscopo e sinto um conforto. Pode não ser verdade, mas isso me faz bem”, conclui Carolina. Para Rosane Teixeira, as previsões do seu signo não passam de diversão. “Eu não acredito que um simples mapa feito por uma pessoa qualquer possa desvendar os acontecimentos do meu dia. Se eu leio é só para me divertir”, diz Rosane.
Você pode saber mais sobre seu horóscopo pelo site
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