4 de set. de 2007

Família de grávida morta por omissão de socorro pede Justiça

Janaína Corona Guimarães estava grávida de cinco meses do segundo filho. No fim de semana ela morreu no hospital Municipal de Vila Velha, no Espírito Santo por omissão de socorro por parte do Samu, 192 – Serviço de atendimento móvel de emergência. Janaína estava com edema pulmonar e cerebral e esperou mais de cinco horas por socorro.
Janaína começou a passar mal na madrugada de sábado. Sua mãe ligou para o serviço de ambulância e a informaram que não tinha transporte disponível. Com isso, Janaína foi levada de táxi para o hospital onde foi medicada e liberada. Mas na manhã seguinte ela voltou a passar mal. A mãe dela acionou novamente o serviço de ambulância e mais uma vez foi em vão. A grávida voltou ao hospital de táxi, num quadro mais grave do que o da primeira vez. Os médicos que atenderam acionaram sete vezes o Samu, mas a ambulância demorou quatro horas para chegar.
O hospital alegou que não tinha recursos para fazer o atendimento e que já havia negociado vaga com o hospital estadual, mas precisava que a paciente fosse transportada por uma UTI móvel. A Secretaria Estadual de Saúde informou, através de nota, que já instaurou uma auditoria para a apuração de responsabilidades. Agora a família busca por justiça. Na polícia, os familiares de Janaína prestaram queixa contra o Samu por omissão de socorro. Leonardo Guimarães, irmão de Janaína fala que este crime não pode ser ignorado. “Me foi negado o direito de tentar salvar a vida da minha irmã, e isso eu não quero que fique impune”, alerta Leonardo.

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