5 de set. de 2007

O perigo da escova progressiva


Produtos a base de formol utilizado para conservar as características de alguns cosméticos e inofensivo em baixa concentração em produtos específicos (como esmaltes e xampus), tem sido usado indiscriminadamente em técnicas de alisamento de cabelos, o que está proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“A técnica de alisamento existe, o que prejudica é que muitos pseudoprofissionais misturam formol na fórmula dos produtos indicados para o alisamento”, argumenta Marta Zamprogna, proprietária e cabeleireira de salão de beleza. Ela ainda explica. “O formol deixa a escova bonita a primeira vista, mas o que acontece é que ele endurece o cabelo dando a impressão de que está liso, mas logo ficara danificado, pois quebrara, e altas doses podem até causar a queda dos cabelos”. Além disso, os salões que forem flagrados pela vigilância sanitária, fazendo uso de formol podem ser fechados e multados.
De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, o formol, nas concentrações permitidas pela Agência, não tem função de alisante. A substância só tem uso permitido em cosméticos nas funções de conservante (limite máximo de uso permitido 0,2%, conforme a Resolução 162/01) e como agente endurecedor de unhas (limite máximo de uso permitido 5%, segundo a resolução 79/00 Anexo V).
Existem outras substâncias, registradas na Anvisa, que podem ser utilizadas em alisamentos capilares. Entre elas estão o Tioglicolato de Amônio, Hidróxido de Sódio, Hidróxido de Potássio, Hidróxido de Cálcio, Hidróxido de Lítio e o Carbonato de Guanidina.

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