3 de set. de 2007

PR: agricultores do estado animados com a cultura de grãos

A oscilação do dólar no mercado mundial tem tirado o sono de muitos agricultores. No Paraná, os produtores mais incomodados são os de soja, que precisam que o mercado externo favoreça o grão produzido no Brasil. Nesta semana, uma leve alta no preço da moeda americana esquentou o mercado interno, e muitos agricultores venderam suas produções.

José Dias é produtor de Manoel Ribas, na região central do estado. Em sua fazenda planta soja, trigo e milho. O empresário diz que a alta do dólar pode favorecer as produções que estão estocadas. “A melhor safra nos últimos cinco anos foi em 2003. Cada saca de soja era comercializada a mais de R$ 40, hoje quando o preço está bom, não passa dos R$ 35.”, garante. A Secretária da Agricultura do Paraná estima que os estoques baixos e uma maior demanda estão valorizando os preços das commodities brasileiras no mercado externo. No estado, as cotações da soja e do trigo estão maiores do que no ano passado, o que deve beneficiar os agricultores. De um ano para cá a cotação da soja valorizou 49%, segundo informações da Agência Estadual de Notícias.

Em agosto do ano passado a cotação da soja era de US$ 205 a tonelada, e este ano passou para US$ 305, uma elevação de U$ 100. No entanto, o aumento no preço e nas vendas no mercado interno, foram pouco animadores. No período subiram cerca de 20% e o preço da saca do grão passou de R$ 25 a saca em julho do ano passado, para R$ 29 a saca no mesmo período do ano passado. Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Otmar Hubner, o pouco aquecimento do mercado interno se deve ao cambio. “No momento da conversão o dólar está valendo menos”, explicou.

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