4 de set. de 2007

Prazer e riscos


Amplamente conhecidos e divulgados são os efeitos das drogas nos seres humanos. Embora seja muito superior a proporção dos males que trazem em relação aos pontos positivos, um ponto parece hipnotizar os usuários, o prazer. Essa euforia e bem estar que as drogas proporcionam aos seus dependentes faz parte também do sentimento de correr riscos. A procura por situações de risco e medo são atrativas aos seres humanos e, no caso de substâncias entorpecentes, a ilegalidade parece ser um chamariz a mais.
Mas não são apenas os riscos sociais que devem ser levados em conta, a dependência de tóxicos costuma ser o problema mais grave. Um exemplo disso é a dependência de álcool. Alcoolismo é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, está associado a cerca de 50% dos acidentes com morte, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios. Mesmo o consumo de álcool sendo visto como legal perante a sociedade, são inúmeros os casos de dependência. Tanto que, desde o inicio do século, o uso abusivo do álcool já é diagnosticado como doença.
O poder que as drogas exercem sobre seus usuários não está relacionado à sua legalidade ou não. Drogas proibidas não são mais perigosas que álcool e cigarros, que tem venda autorizada. Porém também não é correto pensar que tudo que é natural não pode ser prejudicial. Drogas são todas as substâncias que atuam no cérebro modificando a maneira de sentir, pensar e de agir.
Não existem níveis seguros para ingestão dessas substâncias, todas são mais ou menos nocivas em razão de seus efeitos diretos ou secundários tais como transmissão de doenças - Aids e hepatite entre outras; acidentes; criminalidade e outros custos familiares e sociais.

Amanda Negrele

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