Andando na rua é fácil perceber, principalmente quando está calor, pessoas com o corpo a mostra e com detalhes que chamam a atenção de quem passa. São as tatuagens. Não se sabe ao certo onde e quando surgiram, mas seus primeiros registros vêm de civilizações primitivas que se tatuavam para marcar os fatos da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte. Também, para gravar os fatos da vida social, a fase onde o menino se tornava guerreiro ou sacerdote, ao casar-se, para celebrar a vida, identificar os prisioneiros, garantir a vida do espírito durante e depois do corpo.
Hoje a tatuagem, ou a “tatto”, serve como uma bandeira que simboliza adesão a um determinado grupo social. Você só pertence a esse grupo a partir do momento que possui uma tatuagem estampada em qualquer parte do corpo. É como uma vestimenta de um grupo social específico. Como exemplo temos os chamados metaleiros, skin heads, marinheiro, pescadores entre outros. Essas tribos têm como marca registrada inúmeras tatuagens espalhadas pelo corpo todo.
A tatuagem também é usada como uma forma de expressar rebeldia e inconformismo. Reprimida pôr uma considerável parcela da sociedade, que ainda acha que tatuagem é sinônimo de bandido, drogado, subversivo, entre outros adjetivos não muito agradáveis, ela serve como um grito de protesto contra o sistema.
Mas para alguns adeptos da tatuagem pouco importa o que ela significa e sim como elas são feitas, “para se ter um belo trabalho em seu corpo é interessante procurar saber quem é o profissional com quem fará a tatuagem, se ele usa material descartável e a assepsia do local, só assim poderá ter um bom desenho e sem arrependimento”, diz Gari Tapia, tatuador.
4 de set. de 2007
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