TECNOLOGIA GSM:
Variedade de aparelhos celulares traz disputa social.
Com a precisão da comunicação imediata, os celulares se tornaram uma forma fácil de encontrar uma pessoa, onde quer que ela esteja. Aliando dinamismo e propostas diferenciadas à larga experiência na tecnologia, os fabricantes e as operadoras de celulares vêm contribuindo decisivamente para o desenvolvimento das telecomunicações em todo mundo. O Global for Móbile Communications – sistema GSM é o mais novo padrão tecnológico para telefonia celular digital que, além de proteger o aparelho tem também a vantagem de armazenar, em um pequeno chip, todos os dados e características pertencentes aos usuários e ao serviço que ele contratou. Com essa modernização, os celulares estão cada vez mais recheados de funções. A mais recente iniciativa é acessar a internet utilizando o celular como modem. São dois chips onde um é para ligações e serviços, e outro para o acesso. Sem contar que os planos para obter esse novo sistema são atrativos e de fácil utilização. Porém o recebimento de mensagens de texto, emails e fotos e os mais diversificados jogos em 3D são as funções favoritas de quem possui celular. “Meu primeiro celular eu ganhei quando tinha 11 anos, mas era muito simples e pedi para minha mãe trocar, só que mesmo mudando de aparelho eu só uso ele para ligar e mandar mensagem” afirma Jéssica Emanuelli dos Santos, estudante de 16 anos. Essa variedade de modelos e marcas trouxe uma disputa social diante de quem tem o aparelho mais sofisticado e diferente da atualidade. É comum homens e mulheres estarem sempre competindo, mas o caso muda quando isso começa a ocorrer com crianças e adolescentes. A Dr. Cristiane Franco, psicóloga afirma que crianças e adolescentes precisam de atenção redobrada. “Lógico que é importante crescer com espírito competitivo, mas isso deve ocorrer de forma saudável. No caso de crianças e adolescentes que insistem em trocar de telefone várias vezes, os pais devem ficar atentos, pois isso pode estar relacionado a insegurança e auto estima. Querer ser sempre o melhor é interessante, porém a criança ainda não consegue assimilar que o fato de perder também é importante e isso pode afetar no desenvolvimento emocional dela”.
PAULA SANTOS
3 de set. de 2007
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