Encarada por muitos como um dos períodos mais difíceis da vida, tanto sob o aspecto profissional, quanto pessoal, a aposentadoria traz consigo diversas mudanças na rotina de um idoso. O tempo agora disponível, se torna tedioso, gerando sensações de desconforto e inutilidade. Muitos não conseguem se adaptar à nova fase da vida e optam por continuar a trabalhar. “Muitas vezes, o idoso tem uma rotina agitada, trabalha em meio ao movimento, e quando se aposenta, sofre muito com a mudança de rotina”, conta a psicóloga Raquel Lazzarotto.
Assim como para doenças de caráter crônico, o trabalho se mostra como um fator de proteção para a depressão na terceira idade. Idoso que trabalha tem menos probabilidade de desenvolver depressão. “Os idosos que possuem alguma ocupação após a aposentadoria, sofrem menos depressão que os demais. Tenho pacientes que quando se aposentaram, foram procurar alguma atividade. Projetos sociais são uma boa opção para quem não quer ficar parado”, detalha Raquel.
A conciliação trabalho/esporte, ajuda muito na prevenção de doenças. Jorge Roque, 67 anos, trabalha há 50 anos como sapateiro e há 55 anos pratica musculação. “Trabalhar e praticar uma atividade física, melhoram a saúde e me dão muito mais disposição. Não tenho tempo pra pensar em coisas ruins. Meu trabalho e a atividade física me distraem. Se continuar assim, pretendo parar de trabalhar só com 90 anos”, conta o muito bem-humorado e disposto sapateiro.
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