Até o final deste mês, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, pretende apresentar ao presidente Lula um projeto de reestruturação do Ministério. Para isso, será necessário criar uma secretaria que vai elaborar políticas que construirão qualificação profissional, inclusão digital, geração de trabalho e renda.
Segundo o ministro, esta secretaria trabalhará também com outros ministérios. “Será uma secretaria para trabalharmos com governos estaduais, municipais, setor privado, empresas, Ongs, igrejas e universidades”, disse Ananias. Ele acrescentou que o nome ainda não está definido, mas por enquanto pode ser chamado de Secretaria de Inclusão Produtiva ou de Geração de Oportunidades.
O ministro alega que este projeto é uma “porta de saída” dos beneficiados com programas como o Bolsa Família. A falta desta “porta de saída” também é uma crítica dos especialistas em combate à pobreza, que dizem que o programa auxilia as famílias mais carentes no atendimento das necessidades básicas, mas não as ajuda a ter uma melhor perspectiva no longo prazo.
Este projeto tem o objetivo de trabalhar tanto a falta de emprego quanto a falta de qualificação de muitos beneficiários para ocupar os empregos que existem. O Bolsa Família atinge hoje 11,4 milhões de famílias, num total de 40 milhões de pessoas, com um volume de recursos de R$ 9,9 bilhões. Juntos, os programas sociais do governo atendem 64 milhões de pessoas, ou o equivalente a 34% da população, com gastos totais de R$ 23,2 bilhões.
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